quarta-feira, 7 de julho de 2021

Poemando: FRIO ARREPIO


FRIO ARREPIO 


Do amor que amei 

Água alvejada abrideira absorvei 

E adentrei frio aço 

Em aguardente alimento alimentei,

Argola no laço acendi

Frio arrepio aquecido ater 

À fria Ausência atrevida. 


Do amor que bendisse 

Frio bagaceira bebeu bem, 

Em Benta brasa bravejou,

Braseiras bem-ser burrice brigar.


Do amor que coroei 

Frio calafrio calor carente 

Cozeu comunicado coroa coroar

Cravada em cripta cristalizada. 


Do amor que dediquei 

Frio desanimado dissimula dor,

Fria emoção esfria espera, 

Expõe  fala falso ferro, 

Ferrugem fictícia forjando frieza, 

Enrustido amor que grita 

Frio glacial gume honrar. 


Do amor que inventei 

Fria indiferença inexpressão insensível, 

Frio insolente inverte intento, 

Lamento malvado merecimento meu, 

Negar oprimi resfriado reter,

Revelado não ser amor 

Que produz  frio potente. 


Do amor que resisti 

Frio rígido risonho revivi

Tendencioso tempero terreno ter. 


Do amor que vivi 

Frio veemente venceu vigor 

Ungindo união que zombei. 


Cleutta Paixão 

(07.07.2021)


Todos os direitos são reservados à autora Cleutta Paixão. Sendo expressamente Proibido a reprodução de partes ou do todo desta obra sem citar autoria, ou autorização expressa e assinada em doc. (art. 184 do Código Penal e da Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998).


Este Poema compõe o Livro Parte de um TODO “Poemas”- primeiro da série relatos poéticos, poemas, crônicas e contos que compõem a Coletânea “Totalidade” de autoria de Cleutta Paixão (pseudónimo Inêz Christina), lançamento previsto para dezembro de 2021.

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