FRIO ARREPIO
Do amor que amei
Água alvejada abrideira absorvei
E adentrei frio aço
Em aguardente alimento alimentei,
Argola no laço acendi
Frio arrepio aquecido ater
À fria Ausência atrevida.
Do amor que bendisse
Frio bagaceira bebeu bem,
Em Benta brasa bravejou,
Braseiras bem-ser burrice brigar.
Do amor que coroei
Frio calafrio calor carente
Cozeu comunicado coroa coroar
Cravada em cripta cristalizada.
Do amor que dediquei
Frio desanimado dissimula dor,
Fria emoção esfria espera,
Expõe fala falso ferro,
Ferrugem fictícia forjando frieza,
Enrustido amor que grita
Frio glacial gume honrar.
Do amor que inventei
Fria indiferença inexpressão insensível,
Frio insolente inverte intento,
Lamento malvado merecimento meu,
Negar oprimi resfriado reter,
Revelado não ser amor
Que produz frio potente.
Do amor que resisti
Frio rígido risonho revivi
Tendencioso tempero terreno ter.
Do amor que vivi
Frio veemente venceu vigor
Ungindo união que zombei.
Cleutta Paixão
(07.07.2021)
Todos os direitos são reservados à autora Cleutta Paixão. Sendo expressamente Proibido a reprodução de partes ou do todo desta obra sem citar autoria, ou autorização expressa e assinada em doc. (art. 184 do Código Penal e da Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998).
Este Poema compõe o Livro Parte de um TODO “Poemas”- primeiro da série relatos poéticos, poemas, crônicas e contos que compõem a Coletânea “Totalidade” de autoria de Cleutta Paixão (pseudónimo Inêz Christina), lançamento previsto para dezembro de 2021.
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