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| Cleuta Paixão: |
Direitos Autorais p/ Foto - Carlos Lacerda
Amado, já era ídolo nacional daquela época. E esse meu irmão,
assistente de projeção, era fã incondicional “d’Ele”. E sabia e ainda hoje
sabe tudo sobre a carreira e vida do Amado; suas músicas; o ano de lançamento
de todos os LP e hoje CD. E por conta do seu gostar, aprendemos a gostar do
Amado também. E suas músicas passaram a ser trilha sonora de
nossa vida assim como será instrumento para a construção dessa narrativa.
E justificando, seguimos para o local do evento, e
logo no início do Show o Amado, em outras palavras, diz para o público que mais
de trinta anos atrás, no início de sua carreira, esteve pela primeira vez
naquela cidade, conheceu e se enamorou por uma menina, e disse que a próxima
música, ele fez para a sua “enamorada”. Surpresa pela declaração, eu que estava
no camarote em frente ao palco, fui perdendo a audição e me escondendo, era
como se ele estivesse me vendo e a minha equipe acenava, tentava mostrar que eu
estava ali. Desconfortavelmente angustiada, nem me lembro do nome da música. De
volta ao hotel encontro seu produtor, elogio o show que foi lindo, e foi mesmo,
peço novamente desculpas por não ter tirado a foto, que não faltaria outra
"Chance", e que ele as transmita ao Amado, informando que o
único motivo da minha recusa para a foto, era mesmo o atraso para iniciar o
show. Fui para o quarto, chorei muito, estava de volta “Seresteira da Noite”,
“Menininha Meu Amor" e “Posso Morrer de Amor”... Estava de volta tudo que
tentei apagar pela culpa na minha mente, nos últimos trinta e um anos, e eu não
estava pronta para enfrentar tudo isso novamente. Pensava que nunca estaria...
E trancafiada no quarto, até o dia seguinte e ter a confirmação que Amado e sua
banda já haviam deixado o hotel, partimos para realizar outro evento, em outra
cidade. Percurso que destroçada, eu estava irreconhecível durante a viagem,
ausente de toda a personalidade brincalhona de outrora.
Só
chorava achando que disfarçava às lagrimas por traz de óculos escuro.
E a terceira: Continuar
orando, para que o Wan, que hoje habita em meu coração, tenha luz e paz, ao
ponto de transmiti-las para meu eu atormentado, serenando minha alma e
permitindo um novo recomeço. E igualmente orar pelo Amado Batista, também,
para que seja Feliz e continue por muito tempo entre nós, nos encantando com
sua batida de violão e voz, ambas inconfundíveis.
By Cleuta Paixão*
Amado Batista 1975 CD Completo
Amado Batista - Deus 1975
Amado Batista 1977 CD Carta de Amor Completo
Amado Batista - Borboletas 1977
Amado Batista - Disparado pelo Mundo - 1987
Amado Batista - Você Não Presta - 1987
Amado Batista - Só Vou Ficar Por Aqui - 1987
Amado Batista - Precipitado - 1987
Amado Batista - Não Faça Jamais Como Eu Fiz - 1987
Amado Batista - Tempo Contado - 1987
Amado Batista - Serenata
Amado Batista 1981 CD Um Pouco de Esperança Completo
Amado Batista 1981 - Intrusa - CD Um Pouco de Esperança Completo
Amado Batista 1982 CD Sol Vermelho
Amado Batista - Ah! Se Eu Pudesse
Amado Batista - Listas de Compras
Amado Batista 1982 - Nossa Casinha - CD Sol Vermelho
Amado Batista - Menina dos Olhos Azuis
Amado Batista - Quem Vai Morrer Sou Eu
Amado Batista - Não Sou Bandido
Amado Batista - Sol Vermelho
Amado Batista - Idéia Justa
Amado Batista - Meus Braços te Esperam
Amado Batista - Pensando em Você 1983
Amado Batista - Passarinho 1984 CD
Amado Batista - Seresteiro da Noite 1985
Amado Batista - Seresteiro da Noite 1985
Amado Batista - Grande Cantor 1985
Amado Batista - Venha até Aqui 1985
Amado Batista - Bailinhos 1985
Amado Batista - Menininha Meu Amor 1985
Amado Batista - Procurando Alguém 1985
Amado Batista - Um Peixe ou Uma Criança 1985
Amado Batista - Quem Será 1985
Amado Batista - Perdão Meu Amor 1985
Amado Batista - Moreninha 1985
Amado Batista - Chance 1985
Amado Batista - O Amor Não Tem Idade 1985
Meu irmão Natal, mais novo que eu
e mais velho dos homens, trabalhava como auxiliar de projeção de filmes, no
Cinema da cidade em que nascemos e morávamos (Alto Araguaia, MT). Por conta
disso, eu e meus outros irmãos, tínhamos entrada franca nesse cinema. Único da
cidade. E lá, além de projeção de filmes, era o local aonde os artistas iam
para apresentar ou lançar suas produções musicais ou audiovisuais (LPS ou
Filmes), e nós, assistíamos praticamente a todos os filmes (eu preferia e ainda
prefiro os de ação, comédia, drama e romance), e participávamos das
apresentações artísticas que não chegavam a ser um show pela falta de produção.
E nesse cinema, um belo dia
aparece o jovem cantor "Amado Batista", para lançar o ultimo LP
que ele havia gravado. Produto musical que já conhecíamos e que fazia muito
sucesso na cidade e em todo Brasil.
Meu irmão Natal, mais novo que eu
e mais velho dos homens, trabalhava como auxiliar de projeção de filmes, no
Cinema da cidade em que nascemos e morávamos (Alto Araguaia, MT). Por conta
disso, eu e meus outros irmãos, tínhamos entrada franca nesse cinema. Único da
cidade. E lá, além de projeção de filmes, era o local aonde os artistas iam
para apresentar ou lançar suas produções musicais ou audiovisuais (LPS ou
Filmes), e nós, assistíamos praticamente a todos os filmes (eu preferia e ainda
prefiro os de ação, comédia, drama e romance), e participávamos das
apresentações artísticas que não chegavam a ser um show pela falta de produção.
E nesse cinema, um belo dia
aparece o jovem cantor "Amado Batista", para lançar o ultimo LP
que ele havia gravado. Produto musical que já conhecíamos e que fazia muito
sucesso na cidade e em todo Brasil.
Amado, já era ídolo nacional daquela época. E esse meu irmão,
assistente de projeção, era fã incondicional “d’Ele”. E sabia e ainda hoje
sabe tudo sobre a carreira e vida do Amado; suas músicas; o ano de lançamento
de todos os LP e hoje CD. E por conta do seu gostar, aprendemos a gostar do
Amado também. E suas músicas passaram a ser trilha sonora de
nossa vida assim como será instrumento para a construção dessa narrativa.
"É um Sonho está Vida",
imagine, o presente de vida que foi meu irmão realizar um "Sonho
Antigo" e passar uma "Tarde Solitária", "Sem a Presença de
Amigos” com Amado, preparando tudo para a apresentação logo mais à noite. Era
felicidade pura, penso que foi uma das maiores emoções que o Natal teve na
vida. Tanta felicidade, que precisava ser compartilhada, e fez questão que
fossemos prestigiar o cantor, que através dele, era amado por todos
em nossa casa.
Quando cheguei ao cinema, de
pronto, fui apresentada ao Amado, que muito carismático, sorridente, de uma
simplicidade e sinceridade enorme, foi bastante atencioso, o tempo todo
"Cativo", ficamos ali, parados na entrada do cinema, mais alguns
admiradores, e só saiu quando foi para o palco, que não chagava a ser palco,
fazer sua apresentação. Cantou e encantou a todos com seus sucessos em
destaques. Retornando ao fim da apresentação, e após a tietagem do público
presente. E fomos, ele e eu junto com meus irmãos, para nossa casa que ficava
quatro casas acima do cinema, do outro lado da rua. Nesse percurso o Amado, foi
abraçado comigo, conversando: perguntando se eu namorava; estudava; do que eu
gostava e etc. E eu naquele momento era uma "Borboleta" ao lado de
"Um Forasteiro", indo ao encontro da "Mãe", que viúva,
trabalhava dia e noite, com dignidade: durante o dia lecionava em um grupo
escolar municipal, e costurava a noite, para complementar o orçamento e
sustentar os cinco filhos, mais seu pai e um irmão...
Em casa, como faziam ás
visitas, atravessamos ás salas e fomos direto para a cozinha, que era enorme e
onde nossa mãe estava costurando. Lá “Ela”, preparou um café e saboreando o
café permanecemos conversando. E Amado, que também era de origem simples ficou
bem à vontade. Tempo suficiente para ele pedir a minha mãe, se brincando ou
não, para namorar comigo. Nessa hora, num ímpeto saí. “Meu Pressentimento” foi
que a qualquer momento adentraria a porta aquele que provocava meu suplício. “Desisto”!
E fiquei sabendo que após minha “Mãe”, convencê-lo, que apesar do corpo feito e
idade, eu era menina, e não estava preparada para namorar (não sei se ela falou
o motivo), Amado, que fora "Precipitado", meio que inconformado, se
despediu de mim, na porta da frente dizendo que um dia iria namorar comigo, e se
foi "Disparado pelo Mundo", enquanto continuamos nossas vidas, ele
fazendo cada vez mais sucesso e eu, mesmo admirado seu trabalho, sem nunca
ter levado a sério, sua fala, até mesmo porque eu era, sem que eu quisesse ser,
de certa forma comprometida, e disso eu já sábia...
E mesmo eu já estando
com dezesseis anos, não estava mesmo preparada para namorar outra pessoa, todas
tentativas eram frustradas e vãs. Talvez não mais estivesse depois da aventura
de namorar, aos doze anos de idade, quando toda comportada
e obediente, pedia para namorar um primo, e minha mãe insistia que eu
não estava preparada. E foi apenas por curiosidade, que decidida, disse a
ela que iria namorar o primeiro que aparecesse em minha frente. "Chorei a
Noite Inteira" e segui com lagrimas nos olhos para a casa de um primo,
onde estavam todos os jovens reunidos, para juntos, assistir ao final da novela
Anjo Mau, (em 24 de agosto de 1976), conheci e comecei a "namorar",
um cara de vinte e dois anos. Mais velho e bem mais experiente que eu. O Namoro
durou até 1977, quando ele que era muito respeitador, só pegava na mão, trocava
balas segurando pela boca, selinhos, abraços, ensinava dirigir e fazia planos,
ao som de Roberto Carlos e Amado Batista, teve ciência que eu não
corresponderia suas expectativas; trocava sua companhia, por qualquer
brincadeira de boneca, e me escondia dele depois do primeiro e único beijo de
língua, que ele conseguiu roubar por todo o período de namoro...
Ele terminou o
namoro, dizendo algo parecido - "OH! Linda", "Você Perdeu Um
Amor", "Te amei, Te amo e Por Você Eu Chorei" (eu sequer sabia o
que era amor entre um homem e uma mulher, e que o "Amor Não é Só de
Rosas". Minhas paixões de adolescente eram todas efêmeras),
antes porem, estava apegado às "Fagulhas de Amor", e "Um
Pouco de Esperança", no "Quando Você Voltar". E assim, sentou-se
com minha mãe, "Mascando Chiclete" (como costumava ficar), colocou a
"Carta Sobre a Mesa", e "Os Pontinhos" nos ís, enfatizando
que pensou que eu com o tempo, fosse adquirir maturidade, e mesmo sendo
infantil era especifica, e ia esperar que eu fizesse quinze anos, para reatar o
namoro se casaria comigo. E que até lá, cuidaria para eu me dedicar somente aos
estudos. E esse "ex-namorado", escrivão de polícia por profissão, bom
moço e bom partido, revestido de "Não Consigo Te
Esquecer", "Cuidado Menina", "Eu Nunca Mais Vou Deixar
Você". Só fazia três coisas na vida aos olhos do público:
trabalhar, estudar, e como um "Vulto Na Estrada" da minha vida,
cuidar para que eu não me envolvesse com mais ninguém. Apoderando-se da minha
liberdade de estar ou enamorar outra pessoa. E mesmo ao ser transferido para
outra cidade, onde ele foi cursar direito, antes, correu com paqueras,
pretendentes e seresteiros. Deu fim à "Serenata"! E quantas e quantas
vezes, eu estava com amigos, em rodas de viola, lanches ou na discoteca que
havia recém-inaugurado na cidade, ele chegava, "Só Vou Ficar Por
Aqui", observando ou com a desculpa que minha mãe mandou buscar,
me levava mesmo protestando, para casa. Chegando lá, minha mãe dormia
profundamente, e eu irada pensava, "Você Não Presta"! E ele
"Sentado Na Praça" da Ilusão, não percebeu que "O Relógio
Atrasou", o tempo passou. E de Campo Grande, onde morava, o serviço e a
faculdade consumiam seu tempo, mas não seu pensamento, que quando não consegui
vir até a cidade que eu morava, enviava cartões ou telegramas, principalmente
nos aniversários e no natal, o que também não me deixava esquecê-lo.
E hoje, mais lucida, penso sobre tudo que aconteceu, e aconselho às
minhas sobrinhas que "Não Faça Jamais Como Eu Fiz", quando aos
treze anos de idade, com o fim do namoro, pensei ser a única saída
encontrada para continuar a relacionar com os meninos da minha idade,
e repleta de conflitos e temores que ele, a quem julgava ser algoz, mesmo
sem saber o que de fato significaria ser algoz, voltaria quando eu
completasse meus quinze anos, ia casar, mesmo contra minha vontade. Ter filhos
e netos como planejou. E só de imaginar o que ele poderia vir a fazer comigo,
ou com alguém que viesse corresponder aos meus sentimentos... e que desejando
sua “Ausência” permanente, ou que não houvesse "O Julgamento" de
minhas atitudes futuras, passei a usar meu segundo nome Inêz, junto com
Christina, que vem de Cristo (a quem eu pedia proteção todo tempo), o que
possibilitou conviver e corresponder com outros jovens. Receber "Suas
Cartinhas", sem que estes fugissem de mim, ou se constrangessem com a
presença do apoderador. Em contrapartida, pela "Última Lembrança", e
sentindo "Intrusa", em participar de outra vida, não me atrevia a
namorar mais ninguém...
E assim, sem namorar, e recusando pretendentes, vivi meus dias até
os dezesseis anos, quando fui estudar em um colégio interna. Me preparando
para seguir para o convento, convicta que seria irmã salesiana. Lá continuei
minhas aulas de canto, e fui expulsa do colégio com dezessete anos, quando meu
professor de canto, enamorado, pediu para namorar comigo, e eu dizer que não
poderia ser sua namorada ou ama-lo, porque havia uma pessoa que eu era comprometida,
e nos perseguiria, e por isso estava decidida a ser irmã de caridade. E que audaciosamente,
depois de muito insistir e receber negativas, ele em uma noite, pulou o muro do
colégio, e fez uma "Serenata", cantando as músicas que eu mais
gostava de cantar durante nossas aulas: "Índia" (Cascatinha e Inhana)
na voz do Roberto, "Gosto de Tudo" (Roberto Carlos) e "Última
Lembrança" (Amado Batista), com direito a "A Velha Carta" de
amor, urso de pelúcia e flores. Vestígios que identificavam o alvo da audaciosa
invasão (algo que jamais havia acontecido na história dos internatos segundo
relatou a diretora), e que quando fui chamada à diretoria, a proposta recebida
pela austera irmã diretora, para eu continuar como interna, seria negar que a
"Serenata" foi feita para mim. E eu, que aprendi com meus pais a
dizer a verdade sobre tudo, não seria capaz de mentir, coube-me a expulsão,
voltar para casa e continuar sendo a Inêz Christina, para os enamorados. E para
a família e amigos, Cleuta, Cleutinha, ou Inêzinha, e para as paquerinhas
somente Inêz.... Até conhecer um rapaz que havia se mudado para a cidade, e
começar a namorar com ele, aos dezessete anos...
E namoro para mim era
beijo e abraço sem “amasso”, que comigo ninguém conseguia. Graças ao meu pai, que
38 anos mais velho que eu, tinha abertura de diálogo, e que talvez ele sentisse
que não estaria ao nosso lado, quando fossemos jovens namoradeiras. E ele
falava sobre as reais intenções dos rapazes, e como eu e minhas irmãs deveríamos
proceder. E assim com três meses de namoro, e sem conseguir mais que os beijos
e abraços, propôs casamento e aceitei, ele se mudou para uma cidade vizinha e
planejamos o casamento para o próximo ano, quando ele retornou véspera de
Natal, retornava no mesmo dia, o aquele que apoderou da minha liberdade e
esperava para casar. E que eu imaginava utopicamente não mais encontrar. E por
conta desse retorno, aconteceu uma das cenas mais hilárias que tenho
lembranças: lembro-me que estávamos em um Baile de Formatura, quando vi
adentrando o salão em minha direção o “apoderador algoz”, num ímpeto me enfiei
debaixo da mesa e fugi abaixada, engatinhando pelo salão rumo a porta, como se
eu fosse uma criminosa fugitiva. E chegando a nossa casa pedi para meu irmão que
estava na frente dela, não falar para nenhum dos dois que eu estava lá.
E no dia seguinte, fui
acordada por minha mãe, que tinha os dois moços na cozinha a minha espera. Fato
é que o rapaz que eu estava namorando já havia conversado com o “Algoz” e
terminou o namoro comigo de cara, sem ouvir minhas explicações, e junto acabava
também, a esperança do apoderador, quando o enfrentando pela primeira vez,
dizia que não seria nunca mais sua namorada, ou sua pretendente, ou qualquer
coisa, e não queria casar e ter filhos com ele. Eu só queria ser uma jovem como
todas às minhas amigas: livre!
E de volta a Campo
Grande, cidade que trabalhava e cursava direito, não mais o vi e fiquei sabendo
que "O Acidente" trágico, o levou a óbito. E eu menina cantante,
que aprendeu falar cantando Roberto Carlos e às músicas sertanejas que ouvia
meu pai, cantarolar, segui ouvindo às músicas que gostava, além das
do Roberto e do Amado... Músicas, que aos poucos foram encolhendo em minha
voz, canto abandonado pelos cantos desses anos idos, para
somente embalar meus "namoros" de três meses, que terminavam
junto às propostas de casamento que eu recebia. Sabendo no fundo bem lá no
fundo, hoje eu sei que sentia e sinto culpada pelo alivio de o fim de um
comprometimento unilateral com meu apoderador da minha juventude, e a conquista
da minha liberdade, devido uma tragédia, e que mesmo que seja o contrário, eu
possa ter provocado aquele acidente. Fato esse, que povoa meu inconsciente e me
acompanha por toda minha existência, provocando uma síndrome crônica, que só tive
ciência e consciência disso no momento em que comecei a escrever esse texto.
Prova disso é a fuga, de todos que se enamoravam ou propunham casar comigo.
Fugindo, escolhi abrir mão do amor, e das paixões, por um porto
seguro amigo, sem saber que pagaria por essa escolha o preço do desamor! E sem
perceber que a voz se encolhia cada vez mais, ao ponto de descobrir que não mais
tenho voz cantante ou sei cantar. E o que eu outrora fui, se perdeu junto ás
memorias afetivas, que precisavam ser esquecidas, junto com ás músicas do
Roberto, e do Amado, que vai do LP Cartas Amor de 77, ao LP Um Pouco de
Esperança de 81, cujas letras, foram trilhas, sonoras de toda essa vida ida,
conforme descrito.
E em todo o tempo eu
clamo: "Oh! Deus"! "Quem Vai Morrer Sou Eu", se eu perder
"Meu Equilíbrio", "Pensando Em Você"... "Voz do
Vento", outrora insistia em um "Casamento
Forçado"... "Ah! Se Eu Pudesse", não teria feito dele um
"Brinquedo de Criança", impetuosa e rebelde. Tampouco, "Sol
Vermelho", foi em meu viver... Sua "Ideia Justa", planos em ter
"Nossa Casinha", "Casa Bonita" a meu ver, foram injustos.
Apenas "Folha Seca" d' "A Flor Que Não Era Flor", espalhada
por "Estradas" infindas, de uma "Paixão Violenta", onde só
um sentiu. E que todos os dias, "Quando O Sol Brilha Na Manhã", Elevo
meu pensamento a Deus, pedindo paz, a minha, e a alma dele, e serenidade ao meu
coração. E assim tem sito durante toda minha vida.
E antes de tudo, de todas essas
histórias, eu tive meu primeiro amor. O sonho real mais lindo e puro da adolescência:
aquele que acontece quando se tem dez anos de idade, e se está descobrindo o
sentimento pelo outro, e as sensações do seu corpo diante da presença do outro.
E que meu pai, homem sábio, melhor amigo e confidente, ainda vivo, autorizou o
namoro desde que fosse só conversar, sentar perto e no máximo pegar na mão para
cumprimentar, deixando bem claro que beijos e abraços só deviam acontecer
quando fizesse quinze anos e demais intimidades depois que casar. E que como
era namoro de férias e ele morava em outra cidade em outro estado, se foi
voltando nas férias do ano seguinte e depois não mais voltou. E que aos
dezenove anos quando diagnosticada com reumatismo no sangue e com estado
emocional bem abatido, por conta de não superar a morte do “apoderador”, em
tratamento, fui aconselhada a ir para outro local em que pudesse me recuperar,
num consenso familiar, fui passar uma temporada na casa de minha tia, onde
reencontrei meu primeiro amor, e do platônico namoro que para mim nunca havia
terminado, começamos a namorar e planejávamos casar e viver juntos pelo resto
de nossas vidas: sonho desfeito por nossa família, que nos julgavam muito
crianças e éramos, mas sabíamos o que queríamos e queríamos um ao outro... E separando-nos
de maneira que não tivemos mais contatos, até ser surpreendida com uma ligação
dele um dia antes do meu aniversário, em 2010 (história emocionante que marcou
minha vida de maneira intensa e que será contada em outro momento, quando
estiver preparada)...
Enfim! São histórias para se não esquecidas, e devem ser
contadas em outra ocasião, aqui foram ressalvadas, apenas para compreensão de
uma conduta, se é que tem!
E voltando ao Amado
Batista, a vida segue. A nossa seguiu! O tempo fez com que mesmo continuando a
ouvir esporadicamente ás músicas de Roberto Carlos e do Amado Batista, e ciente
de um dia tê-lo conhecido, o fato parecia ter ficado para ambos no passado,
quando no início de setembro de 2010, mês que fui produzir um evento em minha
maternal Alto Araguaia, e que sabia que “Ele” (Amado Batista) estaria lá como
uma das atrações do evento, estava tranquila. Quiçá, "Quando Eu For
Embora", ele não lembraria e eu ignoraria aquele dia,
"Passarinho" não viria anunciar, outros não saberiam a dor e o pavor
da minha triste história de amor, não retornaria.
"Pequenino
Céu", acaso Amado e eu ficamos no mesmo hotel: ele nada mudou em
amabilidade, carisma e simpatia, que prontamente atendeu minha equipe de
trabalho, composta por mais de trinta pessoas, todos eufóricos para tirar foto
com “Ele”, e pediu para eu intervir e foi o que fiz sem me identificar.
"Noite Linda", "Grande Cantor", Amado, sorridente abraçava
e era fotografado com todos, e eu fotografava todos, mantendo certa distância, mas
em um dado momento, ele, pergunta se eu não iria tirar foto com ele. Como se
"Procurando Alguém", como que porventura, ele, venha se lembrar,
respondi que não. Não era preciso! Usando a desculpa que a equipe havia tomado
todo seu tempo, e “Ele”, já estava atrasado. Ninguém entendeu nada, como não
querer irar uma foto com um ídolo, o cantor mais amado do Brasil? Todos
queriam... E ele segurando aquele sorriso que é só dele, demostrando talvez
rejeição, se perguntando "Quem Será"? Não sei talvez eu nunca saiba
se pensou "Acorde Amor", a vida é mais bem mais que seus conflitos.
Agradeci a atenção e
o tempo dedicado desejando bom show e sai.... Quando fui questionada pela minha
equipe, contei a história de quando nos conhecemos, sem contar sobre minha
história de amor, que não conseguiria contar, sequer pensar. Foi uma vida
fugindo desse ocorrido, e de tudo que fizesse lembrar-se do que até então
estava no passado. E disse que temia que ele me reconhecesse - E temia mesmo,
foi como se trouxesse à tona aquela culpa, que mesmo sem admitir, me persegue.
Todos riram, acharam que era estória e que o motivo era outro, já que com o
tempo desenvolvi uma personalidade brincalhona, a mesma que penso camuflar meu
pesar, minhas culpas, minhas desculpas...
"É um Sonho está Vida",
imagine, o presente de vida que foi meu irmão realizar um "Sonho
Antigo" e passar uma "Tarde Solitária", "Sem a Presença de
Amigos” com Amado, preparando tudo para a apresentação logo mais à noite. Era
felicidade pura, penso que foi uma das maiores emoções que o Natal teve na
vida. Tanta felicidade, que precisava ser compartilhada, e fez questão que
fossemos prestigiar o cantor, que através dele, era amado por todos
em nossa casa.
Quando cheguei ao cinema, de
pronto, fui apresentada ao Amado, que muito carismático, sorridente, de uma
simplicidade e sinceridade enorme, foi bastante atencioso, o tempo todo
"Cativo", ficamos ali, parados na entrada do cinema, mais alguns
admiradores, e só saiu quando foi para o palco, que não chagava a ser palco,
fazer sua apresentação. Cantou e encantou a todos com seus sucessos em
destaques. Retornando ao fim da apresentação, e após a tietagem do público
presente. E fomos, ele e eu junto com meus irmãos, para nossa casa que ficava
quatro casas acima do cinema, do outro lado da rua. Nesse percurso o Amado, foi
abraçado comigo, conversando: perguntando se eu namorava; estudava; do que eu
gostava e etc. E eu naquele momento era uma "Borboleta" ao lado de
"Um Forasteiro", indo ao encontro da "Mãe", que viúva,
trabalhava dia e noite, com dignidade: durante o dia lecionava em um grupo
escolar municipal, e costurava a noite, para complementar o orçamento e
sustentar os cinco filhos, mais seu pai e um irmão...
Em casa, como faziam ás
visitas, atravessamos ás salas e fomos direto para a cozinha, que era enorme e
onde nossa mãe estava costurando. Lá “Ela”, preparou um café e saboreando o
café permanecemos conversando. E Amado, que também era de origem simples ficou
bem à vontade. Tempo suficiente para ele pedir a minha mãe, se brincando ou
não, para namorar comigo. Nessa hora, num ímpeto saí. “Meu Pressentimento” foi
que a qualquer momento adentraria a porta aquele que provocava meu suplício. “Desisto”!
E fiquei sabendo que após minha “Mãe”, convencê-lo, que apesar do corpo feito e
idade, eu era menina, e não estava preparada para namorar (não sei se ela falou
o motivo), Amado, que fora "Precipitado", meio que inconformado, se
despediu de mim, na porta da frente dizendo que um dia iria namorar comigo, e se
foi "Disparado pelo Mundo", enquanto continuamos nossas vidas, ele
fazendo cada vez mais sucesso e eu, mesmo admirado seu trabalho, sem nunca
ter levado a sério, sua fala, até mesmo porque eu era, sem que eu quisesse ser,
de certa forma comprometida, e disso eu já sábia...
E mesmo eu já estando
com dezesseis anos, não estava mesmo preparada para namorar outra pessoa, todas
tentativas eram frustradas e vãs. Talvez não mais estivesse depois da aventura
de namorar, aos doze anos de idade, quando toda comportada
e obediente, pedia para namorar um primo, e minha mãe insistia que eu
não estava preparada. E foi apenas por curiosidade, que decidida, disse a
ela que iria namorar o primeiro que aparecesse em minha frente. "Chorei a
Noite Inteira" e segui com lagrimas nos olhos para a casa de um primo,
onde estavam todos os jovens reunidos, para juntos, assistir ao final da novela
Anjo Mau, (em 24 de agosto de 1976), conheci e comecei a "namorar",
um cara de vinte e dois anos. Mais velho e bem mais experiente que eu. O Namoro
durou até 1977, quando ele que era muito respeitador, só pegava na mão, trocava
balas segurando pela boca, selinhos, abraços, ensinava dirigir e fazia planos,
ao som de Roberto Carlos e Amado Batista, teve ciência que eu não
corresponderia suas expectativas; trocava sua companhia, por qualquer
brincadeira de boneca, e me escondia dele depois do primeiro e único beijo de
língua, que ele conseguiu roubar por todo o período de namoro...
Ele terminou o
namoro, dizendo algo parecido - "OH! Linda", "Você Perdeu Um
Amor", "Te amei, Te amo e Por Você Eu Chorei" (eu sequer sabia o
que era amor entre um homem e uma mulher, e que o "Amor Não é Só de
Rosas". Minhas paixões de adolescente eram todas efêmeras),
antes porem, estava apegado às "Fagulhas de Amor", e "Um
Pouco de Esperança", no "Quando Você Voltar". E assim, sentou-se
com minha mãe, "Mascando Chiclete" (como costumava ficar), colocou a
"Carta Sobre a Mesa", e "Os Pontinhos" nos ís, enfatizando
que pensou que eu com o tempo, fosse adquirir maturidade, e mesmo sendo
infantil era especifica, e ia esperar que eu fizesse quinze anos, para reatar o
namoro se casaria comigo. E que até lá, cuidaria para eu me dedicar somente aos
estudos. E esse "ex-namorado", escrivão de polícia por profissão, bom
moço e bom partido, revestido de "Não Consigo Te
Esquecer", "Cuidado Menina", "Eu Nunca Mais Vou Deixar
Você". Só fazia três coisas na vida aos olhos do público:
trabalhar, estudar, e como um "Vulto Na Estrada" da minha vida,
cuidar para que eu não me envolvesse com mais ninguém. Apoderando-se da minha
liberdade de estar ou enamorar outra pessoa. E mesmo ao ser transferido para
outra cidade, onde ele foi cursar direito, antes, correu com paqueras,
pretendentes e seresteiros. Deu fim à "Serenata"! E quantas e quantas
vezes, eu estava com amigos, em rodas de viola, lanches ou na discoteca que
havia recém-inaugurado na cidade, ele chegava, "Só Vou Ficar Por
Aqui", observando ou com a desculpa que minha mãe mandou buscar,
me levava mesmo protestando, para casa. Chegando lá, minha mãe dormia
profundamente, e eu irada pensava, "Você Não Presta"! E ele
"Sentado Na Praça" da Ilusão, não percebeu que "O Relógio
Atrasou", o tempo passou. E de Campo Grande, onde morava, o serviço e a
faculdade consumiam seu tempo, mas não seu pensamento, que quando não consegui
vir até a cidade que eu morava, enviava cartões ou telegramas, principalmente
nos aniversários e no natal, o que também não me deixava esquecê-lo.
E hoje, mais lucida, penso sobre tudo que aconteceu, e aconselho às
minhas sobrinhas que "Não Faça Jamais Como Eu Fiz", quando aos
treze anos de idade, com o fim do namoro, pensei ser a única saída
encontrada para continuar a relacionar com os meninos da minha idade,
e repleta de conflitos e temores que ele, a quem julgava ser algoz, mesmo
sem saber o que de fato significaria ser algoz, voltaria quando eu
completasse meus quinze anos, ia casar, mesmo contra minha vontade. Ter filhos
e netos como planejou. E só de imaginar o que ele poderia vir a fazer comigo,
ou com alguém que viesse corresponder aos meus sentimentos... e que desejando
sua “Ausência” permanente, ou que não houvesse "O Julgamento" de
minhas atitudes futuras, passei a usar meu segundo nome Inêz, junto com
Christina, que vem de Cristo (a quem eu pedia proteção todo tempo), o que
possibilitou conviver e corresponder com outros jovens. Receber "Suas
Cartinhas", sem que estes fugissem de mim, ou se constrangessem com a
presença do apoderador. Em contrapartida, pela "Última Lembrança", e
sentindo "Intrusa", em participar de outra vida, não me atrevia a
namorar mais ninguém...
E assim, sem namorar, e recusando pretendentes, vivi meus dias até
os dezesseis anos, quando fui estudar em um colégio interna. Me preparando
para seguir para o convento, convicta que seria irmã salesiana. Lá continuei
minhas aulas de canto, e fui expulsa do colégio com dezessete anos, quando meu
professor de canto, enamorado, pediu para namorar comigo, e eu dizer que não
poderia ser sua namorada ou ama-lo, porque havia uma pessoa que eu era comprometida,
e nos perseguiria, e por isso estava decidida a ser irmã de caridade. E que audaciosamente,
depois de muito insistir e receber negativas, ele em uma noite, pulou o muro do
colégio, e fez uma "Serenata", cantando as músicas que eu mais
gostava de cantar durante nossas aulas: "Índia" (Cascatinha e Inhana)
na voz do Roberto, "Gosto de Tudo" (Roberto Carlos) e "Última
Lembrança" (Amado Batista), com direito a "A Velha Carta" de
amor, urso de pelúcia e flores. Vestígios que identificavam o alvo da audaciosa
invasão (algo que jamais havia acontecido na história dos internatos segundo
relatou a diretora), e que quando fui chamada à diretoria, a proposta recebida
pela austera irmã diretora, para eu continuar como interna, seria negar que a
"Serenata" foi feita para mim. E eu, que aprendi com meus pais a
dizer a verdade sobre tudo, não seria capaz de mentir, coube-me a expulsão,
voltar para casa e continuar sendo a Inêz Christina, para os enamorados. E para
a família e amigos, Cleuta, Cleutinha, ou Inêzinha, e para as paquerinhas
somente Inêz.... Até conhecer um rapaz que havia se mudado para a cidade, e
começar a namorar com ele, aos dezessete anos...
E namoro para mim era
beijo e abraço sem “amasso”, que comigo ninguém conseguia. Graças ao meu pai, que
38 anos mais velho que eu, tinha abertura de diálogo, e que talvez ele sentisse
que não estaria ao nosso lado, quando fossemos jovens namoradeiras. E ele
falava sobre as reais intenções dos rapazes, e como eu e minhas irmãs deveríamos
proceder. E assim com três meses de namoro, e sem conseguir mais que os beijos
e abraços, propôs casamento e aceitei, ele se mudou para uma cidade vizinha e
planejamos o casamento para o próximo ano, quando ele retornou véspera de
Natal, retornava no mesmo dia, o aquele que apoderou da minha liberdade e
esperava para casar. E que eu imaginava utopicamente não mais encontrar. E por
conta desse retorno, aconteceu uma das cenas mais hilárias que tenho
lembranças: lembro-me que estávamos em um Baile de Formatura, quando vi
adentrando o salão em minha direção o “apoderador algoz”, num ímpeto me enfiei
debaixo da mesa e fugi abaixada, engatinhando pelo salão rumo a porta, como se
eu fosse uma criminosa fugitiva. E chegando a nossa casa pedi para meu irmão que
estava na frente dela, não falar para nenhum dos dois que eu estava lá.
E no dia seguinte, fui
acordada por minha mãe, que tinha os dois moços na cozinha a minha espera. Fato
é que o rapaz que eu estava namorando já havia conversado com o “Algoz” e
terminou o namoro comigo de cara, sem ouvir minhas explicações, e junto acabava
também, a esperança do apoderador, quando o enfrentando pela primeira vez,
dizia que não seria nunca mais sua namorada, ou sua pretendente, ou qualquer
coisa, e não queria casar e ter filhos com ele. Eu só queria ser uma jovem como
todas às minhas amigas: livre!
E de volta a Campo
Grande, cidade que trabalhava e cursava direito, não mais o vi e fiquei sabendo
que "O Acidente" trágico, o levou a óbito. E eu menina cantante,
que aprendeu falar cantando Roberto Carlos e às músicas sertanejas que ouvia
meu pai, cantarolar, segui ouvindo às músicas que gostava, além das
do Roberto e do Amado... Músicas, que aos poucos foram encolhendo em minha
voz, canto abandonado pelos cantos desses anos idos, para
somente embalar meus "namoros" de três meses, que terminavam
junto às propostas de casamento que eu recebia. Sabendo no fundo bem lá no
fundo, hoje eu sei que sentia e sinto culpada pelo alivio de o fim de um
comprometimento unilateral com meu apoderador da minha juventude, e a conquista
da minha liberdade, devido uma tragédia, e que mesmo que seja o contrário, eu
possa ter provocado aquele acidente. Fato esse, que povoa meu inconsciente e me
acompanha por toda minha existência, provocando uma síndrome crônica, que só tive
ciência e consciência disso no momento em que comecei a escrever esse texto.
Prova disso é a fuga, de todos que se enamoravam ou propunham casar comigo.
Fugindo, escolhi abrir mão do amor, e das paixões, por um porto
seguro amigo, sem saber que pagaria por essa escolha o preço do desamor! E sem
perceber que a voz se encolhia cada vez mais, ao ponto de descobrir que não mais
tenho voz cantante ou sei cantar. E o que eu outrora fui, se perdeu junto ás
memorias afetivas, que precisavam ser esquecidas, junto com ás músicas do
Roberto, e do Amado, que vai do LP Cartas Amor de 77, ao LP Um Pouco de
Esperança de 81, cujas letras, foram trilhas, sonoras de toda essa vida ida,
conforme descrito.
E em todo o tempo eu
clamo: "Oh! Deus"! "Quem Vai Morrer Sou Eu", se eu perder
"Meu Equilíbrio", "Pensando Em Você"... "Voz do
Vento", outrora insistia em um "Casamento
Forçado"... "Ah! Se Eu Pudesse", não teria feito dele um
"Brinquedo de Criança", impetuosa e rebelde. Tampouco, "Sol
Vermelho", foi em meu viver... Sua "Ideia Justa", planos em ter
"Nossa Casinha", "Casa Bonita" a meu ver, foram injustos.
Apenas "Folha Seca" d' "A Flor Que Não Era Flor", espalhada
por "Estradas" infindas, de uma "Paixão Violenta", onde só
um sentiu. E que todos os dias, "Quando O Sol Brilha Na Manhã", Elevo
meu pensamento a Deus, pedindo paz, a minha, e a alma dele, e serenidade ao meu
coração. E assim tem sito durante toda minha vida.
E antes de tudo, de todas essas
histórias, eu tive meu primeiro amor. O sonho real mais lindo e puro da adolescência:
aquele que acontece quando se tem dez anos de idade, e se está descobrindo o
sentimento pelo outro, e as sensações do seu corpo diante da presença do outro.
E que meu pai, homem sábio, melhor amigo e confidente, ainda vivo, autorizou o
namoro desde que fosse só conversar, sentar perto e no máximo pegar na mão para
cumprimentar, deixando bem claro que beijos e abraços só deviam acontecer
quando fizesse quinze anos e demais intimidades depois que casar. E que como
era namoro de férias e ele morava em outra cidade em outro estado, se foi
voltando nas férias do ano seguinte e depois não mais voltou. E que aos
dezenove anos quando diagnosticada com reumatismo no sangue e com estado
emocional bem abatido, por conta de não superar a morte do “apoderador”, em
tratamento, fui aconselhada a ir para outro local em que pudesse me recuperar,
num consenso familiar, fui passar uma temporada na casa de minha tia, onde
reencontrei meu primeiro amor, e do platônico namoro que para mim nunca havia
terminado, começamos a namorar e planejávamos casar e viver juntos pelo resto
de nossas vidas: sonho desfeito por nossa família, que nos julgavam muito
crianças e éramos, mas sabíamos o que queríamos e queríamos um ao outro... E separando-nos
de maneira que não tivemos mais contatos, até ser surpreendida com uma ligação
dele um dia antes do meu aniversário, em 2010 (história emocionante que marcou
minha vida de maneira intensa e que será contada em outro momento, quando
estiver preparada)...
Enfim! São histórias para se não esquecidas, e devem ser
contadas em outra ocasião, aqui foram ressalvadas, apenas para compreensão de
uma conduta, se é que tem!
E voltando ao Amado
Batista, a vida segue. A nossa seguiu! O tempo fez com que mesmo continuando a
ouvir esporadicamente ás músicas de Roberto Carlos e do Amado Batista, e ciente
de um dia tê-lo conhecido, o fato parecia ter ficado para ambos no passado,
quando no início de setembro de 2010, mês que fui produzir um evento em minha
maternal Alto Araguaia, e que sabia que “Ele” (Amado Batista) estaria lá como
uma das atrações do evento, estava tranquila. Quiçá, "Quando Eu For
Embora", ele não lembraria e eu ignoraria aquele dia,
"Passarinho" não viria anunciar, outros não saberiam a dor e o pavor
da minha triste história de amor, não retornaria.
"Pequenino
Céu", acaso Amado e eu ficamos no mesmo hotel: ele nada mudou em
amabilidade, carisma e simpatia, que prontamente atendeu minha equipe de
trabalho, composta por mais de trinta pessoas, todos eufóricos para tirar foto
com “Ele”, e pediu para eu intervir e foi o que fiz sem me identificar.
"Noite Linda", "Grande Cantor", Amado, sorridente abraçava
e era fotografado com todos, e eu fotografava todos, mantendo certa distância, mas
em um dado momento, ele, pergunta se eu não iria tirar foto com ele. Como se
"Procurando Alguém", como que porventura, ele, venha se lembrar,
respondi que não. Não era preciso! Usando a desculpa que a equipe havia tomado
todo seu tempo, e “Ele”, já estava atrasado. Ninguém entendeu nada, como não
querer irar uma foto com um ídolo, o cantor mais amado do Brasil? Todos
queriam... E ele segurando aquele sorriso que é só dele, demostrando talvez
rejeição, se perguntando "Quem Será"? Não sei talvez eu nunca saiba
se pensou "Acorde Amor", a vida é mais bem mais que seus conflitos.
Agradeci a atenção e
o tempo dedicado desejando bom show e sai.... Quando fui questionada pela minha
equipe, contei a história de quando nos conhecemos, sem contar sobre minha
história de amor, que não conseguiria contar, sequer pensar. Foi uma vida
fugindo desse ocorrido, e de tudo que fizesse lembrar-se do que até então
estava no passado. E disse que temia que ele me reconhecesse - E temia mesmo,
foi como se trouxesse à tona aquela culpa, que mesmo sem admitir, me persegue.
Todos riram, acharam que era estória e que o motivo era outro, já que com o
tempo desenvolvi uma personalidade brincalhona, a mesma que penso camuflar meu
pesar, minhas culpas, minhas desculpas...
E justificando, seguimos para o local do evento, e
logo no início do Show o Amado, em outras palavras, diz para o público que mais
de trinta anos atrás, no início de sua carreira, esteve pela primeira vez
naquela cidade, conheceu e se enamorou por uma menina, e disse que a próxima
música, ele fez para a sua “enamorada”. Surpresa pela declaração, eu que estava
no camarote em frente ao palco, fui perdendo a audição e me escondendo, era
como se ele estivesse me vendo e a minha equipe acenava, tentava mostrar que eu
estava ali. Desconfortavelmente angustiada, nem me lembro do nome da música. De
volta ao hotel encontro seu produtor, elogio o show que foi lindo, e foi mesmo,
peço novamente desculpas por não ter tirado a foto, que não faltaria outra
"Chance", e que ele as transmita ao Amado, informando que o
único motivo da minha recusa para a foto, era mesmo o atraso para iniciar o
show. Fui para o quarto, chorei muito, estava de volta “Seresteira da Noite”,
“Menininha Meu Amor" e “Posso Morrer de Amor”... Estava de volta tudo que
tentei apagar pela culpa na minha mente, nos últimos trinta e um anos, e eu não
estava pronta para enfrentar tudo isso novamente. Pensava que nunca estaria...
E trancafiada no quarto, até o dia seguinte e ter a confirmação que Amado e sua
banda já haviam deixado o hotel, partimos para realizar outro evento, em outra
cidade. Percurso que destroçada, eu estava irreconhecível durante a viagem,
ausente de toda a personalidade brincalhona de outrora.
Só
chorava achando que disfarçava às lagrimas por traz de óculos escuro.
No fundo, bem cá no
fundo do meu ser, eu sabia e sei que não há desculpas. Tampouco culpas! É preciso
encarar que existe uma síndrome, e superar tudo isso, se não sozinha, com ajuda
profissional. E o primeiro passo, é começar a colocar para fora, que seja
falando ou escrevendo, como faço agora. Não quero mais fugir do passado, do Amado,
nem de outra pessoa, que um dia se enamorou por mim, ou que fizeram parte do
período que tudo ocorreu. Eu não compreendia, não sabia hoje eu sei! Só hoje eu
sei! Magoei uma pessoa, que nunca desejei magoar.... Magoei pessoas, e não
lhes dei o direito de saber o motivo, que eu mesma não admitia ser. E fiz isso
até o presente... E a partir desse momento, lutarei contra meus fantasmas,
enfrentarei todos eles, e o resultado é colocar para fora tudo que estava bem
lá dentro, no ínfimo do meu ser, foi trazer de volta a gravidade da alergia
crônica, e suas reações. Esta que hoje me preocupa mais que a dor e a
culpa.
E após este relato há
Três percepções:
A Primeira: que o Wan
(início do nome do meu "apoderador”), não foi em momento algum
algoz. Foi sim, além de muito respeitador, cuidador e apaixonado. Eu em meu
despreparo, nada compreendia, que apenas me amava e protegia. E sobre esse
fato, aconselho aos pais intervirem por seus filhos, protege-los até a idade
que consigam discernir por si só. Ou seja, uma jovem, antes dos dezoito, é
impossível ter ciência se está preparada para a vida adulta: namorar, ter
relações ou casar. Atos corriqueiros com anuências dos pais.
E a Segunda: devo
pedir desculpas ao Amado, e o faço de público. Mais que desculpas, que ele
saiba de tudo que ocorreu.... Desconfio que ele já saiba quem eu sou, porque há
um amigo em comum, o Produtor que o levou em Alto Araguaia, que ao me visitar
em Goiânia, contou para minha mãe sobre a ida do Amado, no Festival, o
show e a declaração sobre a música e lembrança da menina, e minha mãe disse que
a menina era eu. E ele, mesmo sob meus protestos, informou que revelaria o fato
ao Amado. De todo modo, talvez nunca tenha dito, ou ele, venha a ler esse
texto, e descobrir o motivo da minha conduta diante da abordagem, e quando
novamente tive a oportunidade de reencontrar alguém, que mesmo por um momento
fez parte de minha e da história dos que mais amo, e que foi inspiração para
mais uma bela canção. Canção, que eu ouvi muitas vezes sem saber, hoje eu soube
para quem compôs, resta: Desculpa e Obrigada!
E ainda com sintomas
da síndrome "naqueles tempos tão longe", reações alérgicas e em
pânico, a cada nova situação parecida, estou pela primeira vez confortável para
falar sobre tudo isso, e espero que um dia "Venha Até Aqui", e eu
possa te abraçar, dizer que continuo amando Amado Batista, e "Posso Morrer
de Amor", ouvindo suas músicas; pedir essa desculpa e agradecer
pessoalmente por você existir e existir em nosso viver – meu e de minha
família, e pelas suas músicas que volto a ouvir, pedir "Perdão Meu
Amor", ao cara que lá atrás mostrou pelo seu amor a música, que o
"Amor Não Tem Idade".
No fundo, bem cá no
fundo do meu ser, eu sabia e sei que não há desculpas. Tampouco culpas! É preciso
encarar que existe uma síndrome, e superar tudo isso, se não sozinha, com ajuda
profissional. E o primeiro passo, é começar a colocar para fora, que seja
falando ou escrevendo, como faço agora. Não quero mais fugir do passado, do Amado,
nem de outra pessoa, que um dia se enamorou por mim, ou que fizeram parte do
período que tudo ocorreu. Eu não compreendia, não sabia hoje eu sei! Só hoje eu
sei! Magoei uma pessoa, que nunca desejei magoar.... Magoei pessoas, e não
lhes dei o direito de saber o motivo, que eu mesma não admitia ser. E fiz isso
até o presente... E a partir desse momento, lutarei contra meus fantasmas,
enfrentarei todos eles, e o resultado é colocar para fora tudo que estava bem
lá dentro, no ínfimo do meu ser, foi trazer de volta a gravidade da alergia
crônica, e suas reações. Esta que hoje me preocupa mais que a dor e a
culpa.
E após este relato há
Três percepções:
A Primeira: que o Wan
(início do nome do meu "apoderador”), não foi em momento algum
algoz. Foi sim, além de muito respeitador, cuidador e apaixonado. Eu em meu
despreparo, nada compreendia, que apenas me amava e protegia. E sobre esse
fato, aconselho aos pais intervirem por seus filhos, protege-los até a idade
que consigam discernir por si só. Ou seja, uma jovem, antes dos dezoito, é
impossível ter ciência se está preparada para a vida adulta: namorar, ter
relações ou casar. Atos corriqueiros com anuências dos pais.
E a Segunda: devo
pedir desculpas ao Amado, e o faço de público. Mais que desculpas, que ele
saiba de tudo que ocorreu.... Desconfio que ele já saiba quem eu sou, porque há
um amigo em comum, o Produtor que o levou em Alto Araguaia, que ao me visitar
em Goiânia, contou para minha mãe sobre a ida do Amado, no Festival, o
show e a declaração sobre a música e lembrança da menina, e minha mãe disse que
a menina era eu. E ele, mesmo sob meus protestos, informou que revelaria o fato
ao Amado. De todo modo, talvez nunca tenha dito, ou ele, venha a ler esse
texto, e descobrir o motivo da minha conduta diante da abordagem, e quando
novamente tive a oportunidade de reencontrar alguém, que mesmo por um momento
fez parte de minha e da história dos que mais amo, e que foi inspiração para
mais uma bela canção. Canção, que eu ouvi muitas vezes sem saber, hoje eu soube
para quem compôs, resta: Desculpa e Obrigada!
E ainda com sintomas
da síndrome "naqueles tempos tão longe", reações alérgicas e em
pânico, a cada nova situação parecida, estou pela primeira vez confortável para
falar sobre tudo isso, e espero que um dia "Venha Até Aqui", e eu
possa te abraçar, dizer que continuo amando Amado Batista, e "Posso Morrer
de Amor", ouvindo suas músicas; pedir essa desculpa e agradecer
pessoalmente por você existir e existir em nosso viver – meu e de minha
família, e pelas suas músicas que volto a ouvir, pedir "Perdão Meu
Amor", ao cara que lá atrás mostrou pelo seu amor a música, que o
"Amor Não Tem Idade".
E a terceira: Continuar
orando, para que o Wan, que hoje habita em meu coração, tenha luz e paz, ao
ponto de transmiti-las para meu eu atormentado, serenando minha alma e
permitindo um novo recomeço. E igualmente orar pelo Amado Batista, também,
para que seja Feliz e continue por muito tempo entre nós, nos encantando com
sua batida de violão e voz, ambas inconfundíveis.
E como forma de
dedicação e redenção, compartilho a entrevista de 2010 (credito a José Nildo
Silva), onde ele confirma que já esteve na cidade antes, e a Discografias de
1975 a 1985, primeira década de música de nosso "Amado" Batista,
destacando ás letras das músicas Deus , Borboleta, Serenata, O Amor não é só de Rosas, Intrusa, Nossa Casinha, Pensando em Você e Passarinho e
faixas do LP Seresteiro
da Noite, enfatizando a letra da música Seresteiro da Noite.
By Cleuta Paixão*
Sentado no mundo
Olhando as estrelas
Olhando pra terra
As coisas que são feitas
Caminhos tão longos
Estradas vão distantes
Sem nada pra ter
Sem nunca pra viver
E aqui bem distante
Vou seguindo a terra
Regrando a mente
De cada um que vive
Meus semideuses na terra
Retira os pecados
Alimenta o meu povo
Do meu corpo e meu sangue
E aqui bem distante
Vou seguindo a terra
Regrando a mente
De cada um que vive
Meus semideuses na terra
Retira os pecados
Alimenta o meu povo
Do meu corpo e meu sangue
(Composição: Amado Batista)
(Composição: Amado Batista)
Triste, sentado aqui nesse jardim
Olho assustado em volta de mim
Só borboletas ... borboletas
São borboletas que beijam as flores
Formando nuvens de asas multicores
Sobre minha cabeça
Borboletas ... borboletas
Borboletas ... sobre minha cabeça
Elas aumentam a minha ilusão
E tomam parte em minha solidão
A todo instante
Também me trazem lembrança de alguém
Da borboleta que era meu bem
E que está tão distante...
Borboletas ... borboletas
Borboletas ... ela está tão distante
Oh borboletas, parente de ar
Porque agora resolvi contar
Porque sou triste assim
É que alguém que eu tanto queria
Voou pra longe e eu nem mesmo sabia
Que era uma borboleta...
Borboletas ... borboletas
Borboletas ... era uma borboleta ...
(Composição: Amado Batista/Reginaldo Sodré)
Amado Batista - Sementes de Amor - 1987(Composição: Amado Batista/Reginaldo Sodré)
Amado Batista - Precipitado - 1987
Amado Batista - Tempo Contado - 1987
Ah! como eu queria
Voltar ao passado
Cantar com meus amigos
Pra você fazer serenata
Nas madrugadas vazias
De sereno meu violão molhado
Eu cantava em sua janela
Eu era o seu namorado
A lua descia do céu
Eu cantando você acordava
Com os olhos cheios de amor
Abria a janela e me beijava
Depois de te dar uma flor
Quase chorando eu ia embora
Ah! se voltasse esse tempo
De poesia sem dor de outrora
O tempo passou como as nuvens
Sopradas pela tempestade
Onde está a minha alegria
Já não tenho mais felicidade
Vou cantar outra vez pra você
Joga fora essa dor que me mata
Vou chamar meu melhor amigo
E pra você fazer serenata
A lua descia do céu
(Composição: Amado Batista/José Fernandes)
A lua descia do céu
Eu cantando você acordava
Com os olhos cheios de amor
Abria a janela e me beijava
Depois de te dar uma flor
Quase chorando eu ia embora
Ah! se voltasse esse tempo
De poesia sem dor de outrora
De poesia sem dor de outrora
(Composição: Amado Batista/José Fernandes)
Será que eu estou sonhando
Será que você vai embora
Talvez você esteja brincando
Ainda não chegou a hora
Se é verdade eu não sei
Pois ouvi alguém dizer
Que você pega a mala e chora
Porque fui te conhecer
Vamos viver nossa vida
Jogar este ciume fora
Na verdade eu te amo
E esse amor não é de agora
Pare um pouco pra pensar
Nosso tempo é precioso
Quero apenas te lembrar
Eu que sou um ambicioso
Espero que você entenda
As minhas explicações
Não troco você por nada
Nem que eu tenha razões
Vamos viver nossa vida
Jogar este ciúme fora
Na verdade eu te amo
E esse amor não é de agora
Pois eu sei que separar
Não resolve o nosso caso
O negócio é controlar
Vem correndo num abraço
Correndo sei que não veio
Mas aceitou os meus carinhos
Foi o fim do desespero
Já não vou ficar sozinho
Fomos viver nossa vida
De amor, versos e prosas
Toda vida tem espinhos
O amor não é só de rosas
(Composição: Amado Batista/Reginaldo Sodré)
(Composição: Amado Batista/Reginaldo Sodré)
Você
Entrou na minha vida
Sem saber por onde
Sem saber por onde
Mexeu nos meus segredos
Eu nem sei a fonte
Fofocas e fofocas
Me envolvem em duas vidas
Tentando colocar em jogo um romance
Que esteve falido
Você
Não sabe o que está falando
Você
Se soubesse que eu te adoro tanto
Não estaria aí dizendo coisas que não deve
De seu melhor amigo
Você
Que eu tive a coragem de dizer baixinho
Só pra você
Os segredos de uma vida a dois
Justamente você foi servir de intrusa
Numa segunda história
(Composição: Amado Batista/Reginaldo Sodré)
Você
Não sabe o que está falando
Você
Se soubesse que eu te adoro tanto
Não estaria aí dizendo coisas que não deve
De seu melhor amigo
De seu melhor amigo
(Composição: Amado Batista/Reginaldo Sodré)

Coisas que a gente não vai conseguir
Mais esquecer
Nossos momentos, o nosso tempo
Como era lindo o nosso amor
Nossa casinha lá no alto da montanha
O nosso amor era cheio de paixão
Mas hoje eu vejo tudo, tudo acabado
Você pro lado e eu em outra direção
E esta saudade apertando o meu peito
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
E esta saudade apertando o meu peito
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
Coisas que a gente não vai conseguir
E esta saudade apertando o meu peito
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
Coisas que a gente não vai conseguir
Mais esquecer
Nossos momentos, o nosso tempo
Como era lindo o nosso amor
Nossa casinha lá no alto da montanha
Nossa casinha lá no alto da montanha
O nosso amor era cheio de paixão
Mas hoje eu vejo tudo, tudo acabado
Você pro lado e eu em outra direção
E esta saudade apertando o meu peito
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
Você pro lado e eu em outra direção
E esta saudade apertando o meu peito
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
E esta saudade apertando o meu peito
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
Lá lá lá
Não vejo um jeito de ainda ser feliz assim
Lá lá lá
Lá lá lá
Lá lá lá
Lá lá lá
(Composição: Adilson Silva)
Lá lá lá
Lá lá lá
(Composição: Adilson Silva)
Amado Batista - Sol Vermelho
Olha
Eu estava muito longe
E de repente apareceu você
No meu pensamento
E então eu parei
Parei e fiz essa canção pra você.
Olha nesta noite calma
Sinto em minh'alma você aqui
Olha ainda nesta noite continuo triste
Pensando em você
Olha lembro como agora
No romper da aurora ter você aqui
Mais olha
Que saudade imensa
Que saudade imensa
Você para e pensa e quer me esquecer
Não faça
Eu peço
Não me esqueça
E aqui nesta distância que é tão grande
Trancado neste quarto de hotel eu penso:
Será que vale a pena estar tão longe?
Se você que eu tanto amo está distante.
Olha eu viajo muito
Mas nem por um segundo
Posso te esquecer
Olha este amor eterno
Nem com um inferno
Pode se acabar
Olha lembro como agora
No romper da aurora ter você aqui.
Mais olha
Que saudade imensa
Que saudade imensa
Você para e pensa e quer me esquecer
Não faça
Eu peço
Não me esqueça
Olha
Ainda nesta noite
Continuo triste
Pensando em você
E você para e pensa
E quer me esquecer
Olha
Eu peço
Não me esqueça.
(Composição: Amado Batista)
Amado Batista 1984 CD Casamento Forçado Completo(Composição: Amado Batista)
Quando eu saio de casa
Percebo logo, ficar chorando
Não fique triste, pois não vou tão longe
Tu sabes bem que eu estou te amando
O meu trabalho é rotineiro
É como o seu dentro de casa
Eu venho aqui só de passeio
Te dou razão quando você fala
Que sou um passarinho
Como um beija-flor
Que saio do meu ninho
Carregando amor
Que sou um passarinho
Que sou um passarinho
Como um beija-flor
Que saio do meu ninho
Carregando amor
Quando eu saio de casa
Carregando amor
Quando eu saio de casa
Percebo logo, ficar chorando
Não fique triste, pois não vou tão longe
Tu sabes bem que eu estou te amando
O meu trabalho é rotineiro
O meu trabalho é rotineiro
É como o seu dentro de casa
Eu venho aqui só de passeio
Te dou razão quando você fala
Que sou um passarinho
Que sou um passarinho
Como um beija-flor
Que saio do meu ninho
Carregando amor
Que sou um passarinho
Que sou um passarinho
Como um beija-flor
Que saio do meu ninho
Carregando amor
Que sou um passarinho
Carregando amor
Que sou um passarinho
Como um beija-flor
Que saio do meu ninho
Carregando amor
(Composição: Amado Batista/ Reginaldo Sodré)
Carregando amor
(Composição: Amado Batista/ Reginaldo Sodré)

Existem momentos na vida
Que lembramos até morrer
Passados tão tristes no amor
Que ninguém consegue esquecer
Carrego uma triste lembrança
De um bem que jurou me amar
Está presa em meu pensamento
E o tempo não vai apagar
Fui seresteiro das noites
Cantei vendo o alvorecer
Molhado com os pingos da chuva
Com flores pra lhe oferecer
Fui seresteiro das noites
Fui seresteiro das noites
Cantei vendo o alvorecer
Molhado com os pingos da chuva
Com flores pra lhe oferecer
Enquanto eu cantava o amor
Com flores pra lhe oferecer
Enquanto eu cantava o amor
Em mim uma paixão nascia
Entre a penumbra, um rosto
Na janela pra mim sorria
Um beijo uniu nossas vidas
Mas sepultou sonhos meus
Meses depois uma carta
E nela a palavra adeus
Fui seresteiro das noites
Fui seresteiro das noites
Cantei vendo o alvorecer
Molhado com os pingos da chuva
Com flores pra lhe oferecer
Fui seresteiro das noites
Fui seresteiro das noites
Cantei vendo o alvorecer
Molhado com os pingos da chuva
Com flores pra lhe oferecer
Meus cabelos estão grisalhos
Com flores pra lhe oferecer
Meus cabelos estão grisalhos
Do sereno das madrugadas
Meu violão velho num canto
Já não faço mais serenatas
Abraço o calor do sol
Choro quando vejo a lua
Parceira das canções lindas
Que cantei na sua rua
Fui seresteiro das noites
Fui seresteiro das noites
Cantei vendo o alvorecer
Molhado com os pingos da chuva
Com flores pra lhe oferecer
Fui seresteiro das noites
Fui seresteiro das noites
Cantei vendo o alvorecer
Molhado com os pingos da chuva
Com flores pra lhe oferecer
(Composição: Amado Batista)
Com flores pra lhe oferecer
(Composição: Amado Batista)
Amado Batista - O Amor Não Tem Idade 1985





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