IGNORÂNCIA DO SER
Em todo Ser que alma ter,
O espírito vaga sem vida conceber,
Vaga em esferas desconhecidas,
Penetra a vida de outro fraco ser,
E o domina sem temer...
Torna tal ser irreconhecível,
Capaz de fazer e dizer coisas,
Que a capacidade humana
Devota da santa ignorância de tal existência
É incapaz de entender...
E o ser do espírito apoderando
Acha normal todo seu fazer,
Até engana outro ser,
Se esse ser não o bem conhecer
E saber qual santa o proteger...
E espírito vaga sem vida conceber,
Já alma é leve pluma,
Como nuvem no Universo,
Flui a vida de cada ser
Em verso ou reverso do bem fazer...
E se alma abençoada,
Conhece o caminho do saber,
E não permite um outro mau espírito,
Adentrar em teu ser,
Vigia acesa a vela do seu viver manter...
E almas do bem
No tempo que vem,
Voltam para a casa,
Do criador do conceber
Ainda que antes do tempo for...
E almas penadas,
Espíritos são do mau querer,
No tempo que vão
Depois da vida na terra,
Não querem deixar do ser.
Almas abençoadas ou penada
E espírito de cada ser nada vestem,
Apenas revestem do corpo de um ser
E o corpo se veste da vaidade
Do espírito que o conceber...
Se reveste com fazendas
E se adornam de joias e todo querer,
O corpo vive com ambição,
Como se não fosse morrer,
Vaidade em vão se na bagagem leva não...
Espicha a pele,
Até os órgãos vitais aparecer,
E vive o ser para juntar bens,
Enriquecer sem saúde ter,
E morrer sem levar um vintém...
Briga por nada só pelo poder,
Ignorância de ser:
Alma quando se vai o espírito do corpo sai
E no esquife que o corpo acomoda,
Sem gavetas nem vaidade vai caber..
E se na morte conjugal,
O ser a ciência da existência conhecer,
Pensa como seria morrer,
Nada levar a não ser,
A alma leve na paz do teu ser...
E se vai construir vida nova,
Talvez seja o melhor a fazer,
Uma fogueira de tudo,
Queimando até vaidade,
E dizer não a ignorância do ser.
Autora: Cleutta Paixão
(17.05.2018)
Todos os direitos são reservados à autora Cleutta Paixão . Sendo expressamente Proibido a reprodução de partes ou do todo desta obra sem citar autoria, ou autorização expressa e assinada em doc. (art. 184 do Código Penal e da Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Nossos passos sempre nos levarão pela fé no criador a construção efetiva dos sonhos e realização de projetos. Acredite!
Peço a gentileza para que ao utilizar imagem ou texto da minha autoria indicar o respectivo link de direcionamento e nenhum conteúdo poderá ser utilizado para fins comerciais.