quarta-feira, 16 de junho de 2021

Poemando: IGNORÂNCIA DO SER

IGNORÂNCIA DO SER


Em todo Ser que alma ter, 

O espírito vaga sem vida conceber, 

Vaga em esferas desconhecidas, 

Penetra a vida de outro fraco ser, 

E o domina sem temer...


Torna tal ser irreconhecível, 

Capaz de fazer e dizer coisas,

Que a capacidade humana 

Devota da santa ignorância de tal existência 

É incapaz de entender... 


E o ser do espírito apoderando 

Acha normal todo seu fazer, 

Até engana outro ser, 

Se esse ser não o bem conhecer 

E saber qual santa o proteger...


E espírito vaga sem vida conceber, 

Já alma é leve pluma, 

Como nuvem no Universo, 

Flui a vida de cada ser 

Em verso ou reverso do bem fazer...


E se alma abençoada, 

Conhece o caminho do saber, 

E não permite um outro mau espírito, 

Adentrar em teu ser, 

Vigia acesa a vela do seu viver manter...


E almas do bem 

No tempo que vem,

Voltam para a casa, 

Do criador do conceber 

Ainda que antes do tempo for...

 

E almas penadas,

Espíritos são do mau querer, 

No tempo que vão 

Depois da vida na terra, 

Não querem deixar do ser. 


Almas abençoadas ou penada 

E espírito de cada ser nada vestem, 

Apenas revestem do corpo de um ser 

E o corpo se veste da vaidade 

Do espírito que o conceber... 


Se reveste com fazendas 

E se adornam de joias e todo querer, 

O corpo vive com ambição, 

Como se não fosse morrer, 

Vaidade em vão se na bagagem leva não... 


Espicha a pele, 

Até os órgãos vitais aparecer, 

E vive o ser para juntar bens, 

Enriquecer sem saúde ter, 

E morrer sem levar um vintém... 


Briga por nada só pelo poder, 

Ignorância de ser: 

Alma quando se vai o espírito do corpo sai 

E no esquife que o corpo acomoda,

Sem gavetas nem vaidade vai caber.. 


E se na morte conjugal,

O ser a ciência da existência conhecer, 

Pensa como seria morrer,

Nada levar a não ser, 

A alma leve na paz do teu ser...


E se vai construir vida nova, 

Talvez seja o melhor a fazer, 

Uma fogueira de tudo, 

Queimando até vaidade, 

E dizer não a ignorância do ser. 


Autora: Cleutta Paixão 

(17.05.2018) 

Todos os direitos são reservados à autora Cleutta Paixão . Sendo expressamente Proibido a reprodução de partes ou do todo desta obra sem citar autoria, ou autorização expressa e assinada em doc. (art. 184 do Código Penal e da Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998). 

Este Poema compõe o Livro Parte de Um TODO "Poemas" - primeiro da série relatos poéticos, poemas, crônicas e contos que compõem a Coletânea “Totalidade” de autoria de Cleutta Paixão (pseudónimo Inêz Christina), lançamento previsto para dezembro de 2021.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Nossos passos sempre nos levarão pela fé no criador a construção efetiva dos sonhos e realização de projetos. Acredite!
Peço a gentileza para que ao utilizar imagem ou texto da minha autoria indicar o respectivo link de direcionamento e nenhum conteúdo poderá ser utilizado para fins comerciais.