ISABEL A PRINCESA DAS CAMÉLIAS
Império domínio monárquico de herdade por sucessão primeira,
Soberana regência procede descendência furtada em arbítrio ascendência,
Além-ábdito poderio sem ventos políticos plácida faculdade doméstica,
Bendita natividade em vinte e nove de julho,
E ano mil oitocentos e quarenta e seis,
Lábaro obediente aos princípios das regras tradicionais foi
Anafada criança prodiga e mulher desprovida de graciosidade,
Princesa Imperial intitulada por sua herdade presuntiva foste
Regente brando retumbante pelo desencarne de sua irmandade,
Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga,
Nascida na cidade maravilhosa de André Filho e
Cristo Redentor que de braços abertos a sucedeu,
Eterna camélia consubstanciada do jardim imperial do Ipiranga,
Sem cobertura no olhar de íris azulada e
Assemelhando raios fulgidos liberdade clamavam às pétalas capilares,
De Bourbon-Duas Sicílias e Bragança carregou no sobrenome,
Assinando a Lei Áurea aboliu a escravidão além-ato
Supremo em mil oitocentos e oitenta e oito,
Camélia das Camélias com caules desprovidos de estipêndios,
Adubados autodeterminantes florescem frutificando sob flâmulas rivais,
Mil oitocentos e sessenta e quatro daquém-conúbio francês,
É terra fértil colossal proliferada distante dalém-berço esplêndido,
Lodo ardil pântano veneno da mãe desairosa extraiu-a,
Intento furtivo impedindo a camélia de preceitos reinar,
Abolida monarquia mil oitocentos e oitenta e nove,
Singela camélia replantada exilou esperança florescer além-território francês.
Autora: Cleutta Paixão
(17.05.2021)
Obs. Este Poema acróstico compõe a Antologia Poética Isabel, A Princesa das Camélias, Ed. Élle Marques, Mundo Cultural World.
Todos os direitos são reservados à autora Cleutta Paixão . Sendo expressamente Proibido a reprodução de partes ou do todo desta obra sem citar autoria, ou autorização expressa e assinada em doc. (art. 184 do Código Penal e da Lei 9610 de 19 de fevereiro de 1998).
Este Poema compõe o Livro Parte de Um TODO "Poemas" - primeiro da série relatos poéticos, poemas, crônicas e contos que compõem a Coletânea “Totalidade” de autoria de Cleutta Paixão (pseudónimo Inêz Christina), lançamento previsto para dezembro de 2021.
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